segunda-feira, 24 de junho de 2013

POR QUÊ SOLTA-SE FOGOS NO SÃO JOÃO?

As festas juninas, para aqueles que não sabem, são uma celebração ao Santo católico padroeiro dos casados e enfermos. Na crendice popular apesar de São João ser conhecido como santo festeiro, na noite de sua festa ele adormece, para que não sinta vontade de descer à terra.
Além dos fogos é costume também acender fogueiras em homenagem ao santo na noite de seus festejos. Este ato, segundo as crenças simboliza o nascimento do santo. A festa chegou ao Brasil através da herança cultural portuguesa, bem como os simbolismos e elementos que fazem parte da mesma, tais como fogueiras (que originalmente comemoravam o solstício de verão), fogos e balões (atualmente proibidos por lei).
Como falamos anteriormente, os fogos queimados durante os festejos juninos tem como principal objetivo homenagear São João, e seguindo uma crendice popular religiosa, acordar o santo, para que ele possa participar dos festejos. 
Durante a pré-história forma encontrados os primeiros vestígios de fogos de artifício, já na primeira era do fogo. Na época jogavam-se pedaços de bambu verde em fogueiras, acreditando-se que o som produzido era capaz de assustar os maus espíritos.
Posteriormente a pólvora foi descoberta na China há cerca de 2000 anos atrás e começou-se à rechear os brotos de bambu com a mistura que era chamada de fogo químico(salitre enxofre e carvão aquecidos). Após algum tempo a arte da pirotecnia espalhou-se por diversos outros países e ganhou considerável desenvolvimento na Arábia por volta do século VII.
No Brasil o costume dos fogos de artifício chegou através da herança cultural portuguesa, trazidos pelos festejos de São João, já costumeiro na Europa, bem como os simbolismos e elementos que fazem parte da mesma, tais como fogueiras (que originalmente comemoravam o solstício de verão), fogos e balões (atualmente proibidos por lei).
Hoje os fogos de artifício são utilizados em diversas comemorações tais como São João e Ano Novo, em cada um desses eventos possui um sentido etológico distinto, do qual trataremos posteriormente.